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Mercados por TradingView

Apito Final | Ibovespa salta mais de 12,0% em novembro e fecha mês acima dos 127 mil pontos

30 de novembro de 2023
Tempo de leitura: 4 min
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FECHAMENTO: 

Internacional

  • S&P 500 fecha sessão de lado, mas registra alta superior a 8,0% em novembro e fica a 5,0% da sua máxima histórica.
  • PMIs de novembro e falas de Jerome Powell são destaques da agenda desta sexta-feira.

Brasil

  • Ibovespa confirma melhor mês em 3 anos e fecha acima dos 127 mil pontos.
  • Ata do Copom, IPCA de outubro, meta fiscal e tributária ficam no radar para a próxima semana.

FECHAMENTO

Ibovespa: 127.264 (+0,87%)
BRL/USD: 4,92 (+0,28%)
DI Jan/27: 10,09 (-0,6 bps)
S&P 500: 4.568 (+0,38%)

PRINCIPAIS ALTAS:

CIEL3: R$ 4,02 (+7,77%)
MGLU3: R$ 2,00 (+6,38%)
EMBR3: R$ 21,50 (+5,44%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

MRFG3: R$ 9,72 (-6,54%)
BRKM5: R$ 19,13 (-6,45%)
KLBN11: R$ 22,57 (-3,67%)

Cenário Externo

Bolsas globais encerram a última sessão do mês em tom de acomodação, seguindo um dos melhores meses de novembro da história do S&P 500, que contou com salto de mais de 8,0% do principal índice americano e o deixou a apenas 5,0% da sua máxima histórica. Naturalmente, esta onda de otimismo recente, que acompanhou a precificação de um corte no juro americano já no primeiro semestre de 2024, passou a promover algum ceticismo com relação ao movimento entre investidores, tirando um pouco da força do rali neste fim de mês. 

Neste ambiente, os índices americanos operaram mistos, com variações modestas, e o dólar índice voltou a avançar com a abertura da curva de juros americana. As taxas americanas subiram a despeito de o PCE de outubro (índice de preços perseguido pelo Federal Reserve) ter vindo em linha com as expectativas, mostrando uma nova desaceleração da inflação na principal economia do mundo. O PMI de Chicago de novembro, divulgado pelo ISM, superou muito estimativas, saltando de patamar contracionista (44,0) para amplamente expansionista (55,8) no período, o que também contribuiu com o ajuste das taxas na sessão. 

Amanhã, as atenções deverão se voltar a mais dados de atividade econômica nos EUA, em especial para os PMIs industriais do S&P Global e do ISM, ambos referentes ao mês de novembro. Além disso, na parte da tarde, o investidor deve acompanhar falas do presidente do Fed, Jerome Powell, que poderão sacramentar não apenas o fim do ciclo de alta – já amplamente precificado pelo mercado -, mas também alimentar apostas no início antecipado do ciclo de afrouxamento no próximo ano. 

No radar:
06h00 – Z. do euro – PMI Industrial (nov) – S&P Global
11h45 – EUA – PMI Industrial (nov) – S&P Global
12h00 – EUA – PMI Industrial (nov) – ISM
12h00 – EUA – Gastos com construção (out) – C. Bureau
12h00 – EUA – Discurso A. Goolsbee – Fed (Chicago)
13h00 – EUA – Discurso J. Powell – Fed
16h00 – EUA – Discurso J. Powell – Fed
13h00 – EUA – Discurso L. Cook – Fed

Brasil

O Ibovespa voltou a avançar nesta quinta-feira, confirmando o melhor desempenho mensal em 3 anos, com alta de mais de 12% em novembro. Com este resultado, o índice voltou a fechar acima dos 127 mil pontos, fato que não ocorre desde julho de 2021. 

Puxando a alta estiveram a Vale, que reagiu à segunda alta consecutiva do minério na Ásia, bancos, diante da perspectiva de que a nova regra de Basileia III possa destravar dividendos no futuro e varejistas, com avanço da pauta de taxação de compras importadas até US$ 50. A Petrobras também avançou, a despeito da queda do petróleo no mercado internacional, que repercutiu a decepção de analistas com a decisão da OPEP+ de cortes adicionais de 1 milhão de barris dia. 

No mercado de taxas, os DIs recuaram na contramão da alta dos yields americanos, com destaque para a reação baixista das taxas curtas a intermediárias às falas do diretor de política monetária do BC, Gabriel Galípolo, que reforçou um Copom “data dependent”, e disse que a discussão hoje nos mercados mudou do ritmo de cortes para o nível terminal da taxa Selic, além de identificar uma inflação em trajetória bastante benigna. Hoje, a curva de juros precifica um juro terminal mais próximo dos 9,5%, valor bem inferior aos 11,0% que chegou a precificar no pior momento no fim de outubro. 

Por fim, no mercado de câmbio, o real teve desempenho relativamente melhor do que os seus principais pares emergentes na sessão, mesmo que se depreciando contra o dólar. A moeda americana fechou o dia em torno dos R$ 4,92, em movimento que acabou repercutindo a alta da divisa americana a nível global.  Para amanhã, o destaque da agenda fica com a produção industrial de outubro, que deve registrar leve avanço de 0,1% na margem, ficando 0,8% maior do que no mesmo período do ano passado. Na parte da tarde, a balança comercial de novembro deve registrar um superávit superior aos R$9,0 bilhões de outubro, em torno de R$ 9,3 bilhões. 

No radar:
08h00 – IPC-S (4a quadrissemana/nov) – FGV Ibre
09h00 – PIM: Produção industrial (out) – IBGE
10h00 – PMI Industrial (nov) – S&P Global
15h00 – Balança comercial mensal (nov) – Secint

Equipe Econômica

Fernando Siqueira – CNPI 2658 | [email protected]
Rafael Gabriel Pacheco | [email protected]
Victor Beyruti Guglielmi | [email protected]

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