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Mercados por TradingView

Carteira recomendada de Fundos Imobiliários | Dezembro/2023

30 de novembro de 2023
Tempo de leitura: 12 min
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A carteira

A carteira recomendada possui 10 fundos, diversificado entre os principais segmentos, com equilíbrio entre renda e ganho de capital – não sendo um excludente do outro. Considerando a média, a carteira apresenta o Dividend Yield  projetado de 9,8% a.a. e P/VP  de 0,99x.

Para Dezembro:

Com a forte elevação dos preços das cotas dos fundos devido à queda da taxa de juros – com maior impacto sobre os fundos de tijolos, acreditamos que buscar maior equilíbrio com fundos de papel seja oportuno devido ao desconto médio do segmento em relação ao seu valor patrimonial. Dessa forma, colocamos lucro no bolso referente a posição em BRCO11. Assim, aumentamos de imediato a renda média atual da carteira, além de protegê-la contra um aumento da inflação, caso a política fiscal não saia como esperado. O fundo escolhido para sair apresenta maior risco depois do aumento recente da vacância – com potencial de perda de quase 20% em renda recorrente aos cotistas -, além do seu preço de cota no mercado secundário estar próximo ao topo histórico.

Performance

Em novembro, o Indice de Fundos Imobiliários (IFIX) obteve retorno de 0,67% e a carteira recomendada de 0,40%, apresentando um desempenho inferior ao índice em -0,27%.

Seguimos posicionados na maior parte da carteira em fundos de tijolos com portfólio de qualidade, localizado nas melhores regiões do país, tendo as respectivas gestoras alinhada ao interesse do cotista.

Mantemos o potencial de captura de valorização dos preços, com a redução dos juros futuros em decorrência de uma política monetária expansionista, além da elevação do rendimento distribuído proveniente de operações de venda de imóveis com lucro.

Todavia, abrimos espaço para maior participação de fundos de “papel” (recebíveis) na carteira.

BTG Pactual Logística (BTLG11)

Sobre o Fundo
Fundo de Galpões Logísticos com elevado padrão construtivo e bem  localizados em São Paulo.

Tese de investimento

Acreditamos nos fundamentos do setor e gostamos da resiliência que tem apresentado o fundo. Nessa perspectiva, enxergamos o BTLG como um dos melhores nomes para estar posicionado, visto sua capacidade de alocação e o potencial upside de ativos do portfólio.

Portfólio

O BTLG possui 22 galpões, localizados principalmente no Sudeste, com maior exposição ao segmento alimentício. O fundo conta com 56% dos seus contratos típicos e com inquilinos de grande relevância nacional e de baixo risco, como BRF, Femsa, Itambé e Natura.

Cenários

  • Otimista: Reciclagem do portfólio, após a incorporação dos fundos BLCP11 e VVPR11, e aquisição de novos ativos com o valor captado em emissão recente.
  • Base: Eficiência operacional do fundo e estabilidade dos rendimentos.
  • Pessimista: Vacância e inadimplência.

VBI CRI (CVBI11)

Sobre o Fundo

Fundo de Recebíveis Imobiliários com risco médio

Tese de investimento

O fundo possui um portfólio com exposição equilibrada entre diversos segmentos e diretrizes na estratégia muito bem definidas e registradas mensalmente nos relatórios gerenciais divulgados. Possui expertise na originação de operações. trazendo melhores oportunidades aos seus cotistas.

Portfólio

Com exposição de quase 85% do portfólio em CRI’s, com mais de 45 títulos em carteira, o fundo possui exposição majoritária de 77% em IPCA. No nível atual de preço, a carteira possui taxa média próxima de IPCA + 9% a.a. e CDI + 3,9% a.a.

Cenários

  • Otimista: Retorno ao valor patrimonial e aumento da renda.
  • Base:  excelente diversificação entre setores; originação própria de operações.
  • Pessimista:  cenário controlado de inflação, taxas de juros menores do que o projetado. Impactando em menor renda.

Hedge Brasil Shopping (HGBS)

Sobre o Fundo
Fundo de Shoppings Centers e concentrados em São Paulo, representando 88% da alocação do portfólio.

Tese de investimento

Enxergamos o portfólio do HGBS como uma boa oportunidade para se estar posicionado no setor devido a qualidade dos ativos, eficiência operacional do portfólio e um dos únicos fundos do segmento possui baixa alavancagem financeira (atualmente em 9,6% do patrimônio líquido). Ao longo dos últimos meses a gestão vem realizando venda de ativos e destravando ganho de capital com incremento até o primeiro semestre de 2024 nos rendimentos.

Portfólio

O portfólio do fundo é composto por 17 shopping centers, distribuídos em doze cidades e cinco estados. Possui uma ABL consolidada de 189,1 mil m². Os ativos estão majoritariamente localizados no sudeste (88%) e diversificação entre administradoras de grande relevância na indústria (Aliansce Sonae, AD Shopping e Lumine).

Riscos

  • Otimista: Redução dos descontos ao lojistas e crescimento de aluguéis acima da inflação.
  • Base: Manutenção da receita operacional liquida (NOI).
  • Pessimista: Vacância e inadimplência.

CSHG Imobiliário FoF (HGFF)

Sobre o Fundo
Fundo de Fundos da Credit Suisse.

Tese de investimento

Alocação em Fundo de Fundos tem como objetivo acompanhar a alta do IFIX, estando exposto de forma indireta em fundos de tijolos, beneficiando-se da recuperação do segmento, aliado ao desconto em relação ao valor patrimonial que possui no HGFF11.

Portfólio

O fundo possui alocação em outros fundos Imobiliários e de elevada qualidade, incluído os próprios fundos da Credit Suisse (HGRE11, HGRU11 e HGCR11).

A carteira está diversificada em diferentes segmentos e, portanto, não possui concentração em um determinado segmento.


Cenários

  • Otimista: Ganho de capital nas posições investidas e elevação do rendimento distribuído.
  • Base: Manutenção do rendimento distribuído.
  • Pessimista: Vacância ou inadimplência estrutural nos fundos de tijolos investidos, o que impactaria o rendimento recorrente do fundo.

CSHG Prime Offices (HGPO11)

Sobre o Fundo
Fundo de Lajes Corporativas em uma das principais regiões de São Paulo.

Tese de investimento

Enxergamos uma elevação do rendimento no médio prazo, visto que as novas locações saíram de R$ 250/m² em 2022 para +R$ 300/m². Também tivemos uma tentativa recente de liquidação do fundo (take over), e que foi rejeitada na assembleia, muito influenciada também pelo fundo RBRF11 (RBR Alpha), que detêm participação relevante e não foi favorável à venda no preço oferecido (R$37.285/m², ou aproximadamente R$270/cota). Na visão da gestora, nos próximos dois anos, o valor esperado da venda dos imóveis do fundo deve ser entre R$42.000 a R$45.000/m², assim teríamos o valor esperado de aproximadamente R$303 a R$325/cota.

Portfólio

Possui dois Edifícios Corporativos localizados na Faria Lima, denominados Ed. Metropolitan e Ed. Platinum.

Riscos

  • Otimista: Crescimento do aluguel e aumento no rendimento distribuído.
  • Base: Manutenção dos locatários e rendimento distribuído.
  • Pessimista: Vacância e inadimplência.

CSHG Renda Urbana (HGRU11)

Sobre o Fundo

Fundo de Renda Urbana, com exposição majoritária em contratos atípicos de longo prazo, tendo as principais varejistas do Brasil como inquilinas.

Tese de investimento

O segmento de Renda Urbana tem sido um dos setores mais promissores desde o início da pandemia. Além de possuir uma renda estabilizada devido aos contratos atípicos, ainda possui presença nos segmentos de varejo alimentar, como Supermercados e Atacarejos, que demonstraram sua resiliência ao longo dos últimos três anos.

Portfólio

Possui 70 imóveis com ampla diversificação geográfica. E contratos atípicos de longo prazo, assim temos uma estabilidade de rendimentos muito forte.

Riscos

  • Otimista: Continuidade da reciclagem do portfólio com ganhos de capital.
  • Base: Manutenção do rendimento distribuído e possível elevação.
  • Pessimista: Vacância e inadimplência.

VBI Prime Properties (PVBI11)

Sobre o Fundo
Fundo de Lajes Corporativas e ativos de alto padrão construtivo nas principais regiões de São Paulo, como Faria Lima, Itaim e Vila Olimpia.

Tese de investimento

Exposição em lajes corporativas de elevado padrão construtivo nas principais localizações de São Paulo. Últimos movimentos da gestão: Integralização do imóvel Vila Olimpia Corporate do fundo VLOL11, aquisição em andamento do imóvel The One e participação adicional no Vila Olimpia Corporate, que pertencem ao fundo PATC11.

Portfólio

Possui quatro Edifícios Corporativos: Park Tower, FL 4440, Union Faria Lima e Vila Olimpia Corporate.

Riscos

  • Otimista: Reciclagem do portfólio e novas aquisições.
  • Base: Estabilidade do rendimento e elevação do valor de locação.
  • Pessimista: Vacância e inadimplência.

RBR Crédito Estruturado (RBRY11)

Sobre o Fundo
Fundo de Recebíveis Imobiliários com risco médio.

Tese de investimento

Possui uma gestão altamente qualificada no segmento de crédito imobiliário e uma carteira bastante exposta ao CDI, beneficiando-se do cenário atual da taxa Selic. Com isso, temos uma carteira com elevado rendimento e uma gestão com atuação na reciclagem do portfólio, conforme vem ocorrendo ao longo dos meses e destravando ganhos de capital.

Portfólio

O fundo possui 34 ativos e indexados majoritariamente ao CDI (52%), seguido de indexados ao IPCA (48%).

Riscos

Os riscos para o fundo são de insolvência de seus devedores, inadimplência, renegociações e performance negativa dos FIIs que possuem na carteira.

TRX Real Estate (TRXF11)

Sobre o Fundo

Fundo de Renda Urbana, possui majoritariamente contratos atípicos de longo prazo com as principais varejistas do Brasil.

Tese de investimento

O segmento de Renda Urbana tem sido um dos setores mais promissores desde o início da pandemia. Além de possuir uma renda estabilizada pelos contratos atípicos em sua maioria e de longo prazo, e majoritariamente exposto ao segmento de varejo alimentar, como Supermercados e Atacarejos, que demonstraram sua resiliência durante e após a pandemia.

Portfólio

Possui 52 imóveis com ampla diversificação geográfica. E contratos atípicos de longo prazo, assim temos uma estabilidade de rendimentos muito forte.

Cenários

  • Otimista: Continuidade da reciclagem do portfólio com ganhos de capital.
  • Base: Manutenção do rendimento distribuído e possível elevação.
  • Pessimista: Vacância e inadimplência.

XP  Malls (XPML11)

Sobre o Fundo
Fundo de Shoppings Centers de alta qualidade construtiva e o melhor portfólio de ativos do segmento.

Tese de investimento

Enxergamos o melhor portfólio de Shopping Centers aliado a elevada distribuição de rendimentos. Estimamos um Dividend Yield projetado de 8,1% para os próximos 12 meses. O fundo também possui a maior receita operacional liquida (NOI) em comparação aos FIIs de Shoppings que pertencem ao IFIX.

Portfólio

O portfólio do fundo é composto por 15 shopping centers e uma ABL consolidada de 135,9 mil m². Os ativos estão majoritariamente localizados no sudeste (64%) e diversificado entre as administradoras de grande relevância na indústria (JHSF Malls, Aliansce Sonae e Ancar Invanhoe).

Riscos

  • Otimista: Redução dos descontos ao lojistas e crescimento de aluguéis acima da inflação.
  • Base: Manutenção da receita operacional liquida (NOI).
  • Pessimista: Vacância e inadimplência.

Sobre os FII:

O Fundo de Investimento imobiliário, ou FII, sigla pela qual são popularmente conhecidos, são fundos que investem em ativos e projetos imobiliários – como shoppings, escritórios, residenciais, hotéis e galpões industriais e logísticos – ou então em títulos de dívida privada com lastro em imóveis ou em operações imobiliárias – caso de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras Hipotecárias (LH) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIG).

Basicamente, os fundos imobiliários funcionam da seguinte forma: um grupo de investidores (cotistas), reúnem capital para aplicar em empreendimentos imobiliários existentes, com o objetivo de obter renda constante através de aluguel (formato conhecido como fundo imobiliário para renda); ou em projetos a serem desenvolvidos, a fim de auferir retornos em um prazo mais longo (fundo imobiliário para desenvolvimento); ou ainda em títulos com garantia imobiliária que gerem remuneração conforme critérios preestabelecidos (fundo imobiliário ‘de papel’).

O documento essencial para a constituição de um fundo imobiliário é o regulamento. Este define, entre outras coisas, a política de investimento a ser adotada e as regras que serão seguidas. O prospecto, por sua vez, apresenta as principais informações do regulamento ao investidor, com vistas a facilitar sua tomada de decisão – direitos e deveres dos cotistas e do administrador, políticas e estratégias de investimento do fundo, taxas etc. Ambos os documentos são analisados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia vinculada ao Ministério da Economia responsável por regulamentar e fiscalizar este mercado.

Ao comprar cotas de um fundo imobiliário, o cotista adquire automaticamente uma participação no patrimônio total e o direito de receber rendimentos correspondentes à fatia que detém.

O FII é constituído na forma de condomínio fechado, e não é permitido ao investidor resgatar as cotas antes do encerramento do prazo de duração do fundo. É importante levar em conta que, na maioria das vezes, esse prazo é indeterminado, e consequentemente, a única forma que o investidor se retirar do fundo é por meio da venda de suas cotas a outro(s) interessado(s) na bolsa de valores ou balcão.

Vantagens do Produto

Diversidade e qualidade dos ativos: Ao adquirir cotas de um FII, os investidores têm acesso a uma diversidade de ativos mobiliários, usualmente de alta qualidade, que dificilmente poderiam comprar de forma individual. O investidor de um FII pode se tornar proprietário, por exemplo, de shoppings, torres de escritórios, complexos residenciais e galpões logísticos, mesmo a partir de aportes pequenos de recursos;

Isenção fiscal de rendimentos: Os rendimentos dos investimentos de pessoas físicas em FIIs são hoje isentos de imposto de renda, desde que cumpridas algumas condições: o investidor deve ter menos de 10% do total das cotas do fundo, o fundo precisa somar pelo menos 50 cotistas e o FII deve ser negociado exclusivamente em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado;

Liquidez comparativa: •Ao adquirir cotas de um fundo imobiliário, o investidor não compra diretamente um imóvel específico, mas sim a participação em uma carteira de ativos. A qualquer momento, tem a possibilidade de se desfazer dessa sua participação no fundo por meio da venda de suas cotas. Condição que lhe oferece potencial de liquidez superior na comparação com o processo de venda de um imóvel, que eventualmente pode ser demorado e mais custoso;

Gestão Profissional: Ao aderir a um FII, o investidor passa a contar com os serviços de especialistas, fator que potencializa as oportunidades de bons investimentos e maiores retornos.

Research
[email protected]

Fernando Siqueira – CFA
[email protected]

Renda Variável
Mateus Haag | CNPI-P 2942
[email protected]

Fundo Imobiliários
Leonardo Verissimo
[email protected]

Equipe Econômica
Victor Beyruti
[email protected]

Rafael Pacheco
[email protected]

Lucas Rietjens
[email protected]

Eduardo Siqueira
[email protected]

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