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Mercados por TradingView

Guide empresas: C&A e Ultrapar apresentam bons resultados e mais…

29 de fevereiro de 2024
Tempo de leitura: 9 min
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C&A (CEAB3): Mais um forte resultado!

Ultrapar (UGPA3): sempre superando a concorrência

Odontoprev (ODPV3): resultado fraco, impactado por ticket médio baixo

Ambev (ABEV3): resultado fraco; pressionado pela operação na Argentina

Suzano (SUZB3): preços menores derrubam resultado

Dança das cadeiras entre Suzano (SUZB3) e Rumo (RAIL3)

Nesta quinta-feira (29/02), os destaques se voltam para:

C&A (CEAB3): Mais um forte resultado!

A C&A reportou crescimento nas principais linhas do resultado e uma melhora na dinâmica de margens, contribuindo para um forte resultado, batendo as estimativas do mercado.

Top-line cresce 18% A/A. A companhia reportou uma receita líquida de R$2.3bi (+18% A/A), com o SSS de vestuário atingindo 18.5% e a receita expandindo 19% A/A, enquanto a linha de fashiontronics e beleza se manteve flat (-4% A/A) e a receita de serviços financeiro crescendo 65% A/A.

C&A entrega melhora significativa na rentabilidade, com ganhos de mg. bruta e maior diluição do SG&A. Em termos de rentabilidade, a margem bruta de vestuário foi de 56.5% (+1.2p.p. A/A), em razão das melhorias no sistema de precificação dinâmica e da captura dos benefícios da distribuição push-pull. Ademais, o SG&A apresentou crescimento controlado (+8% A/A), sendo diluído pelo maior crescimento do top-line, de modo que o SG&A passou a representar 29% da receita líquida total, uma melhora de 2.5p.p. A/A. Diante disso, a mg. EBITDA de varejo expandiu para 22.3% (+2.1p.p. A/A), com o EBITDA de varejo totalizando R$511mi (+30% A/A).

Resultado de serviços financeiros segue negativo, mas dá sinais de recuperação. Enquanto isso, a divisão de serviços financeiros seguiu pressionando o resultado da companhia, mas apresentou uma melhora relevante, com um resultado de -R$10mi (vs -R$32mi no 3T23).

Bottom-line cresce 98% A/A. Ainda, o endividamento da companhia continuou pesando sobre o bottom-line da companhia, com um resultado financeiro líquido de -R$112mi, que atingiu R$145mi (+98% A/A).

Ultrapar (UGPA3): sempre superando a concorrência

Ontem a Ultrapar divulgou seu resultado referente ao terceiro trimestre de 2023. Analisaremos os seus segmentos separadamente:

Ultragaz. O volume de gás vendido caiu 2% em comparação com o mesmo período do ano anterior (A/A) e 3% contra o trimestre anterior (T/T). A menor demanda do mercado impactou negativamente o trimestre, mas foi compensada pelas maiores compras da indústria. O EBITDA da Ultragaz foi de R$ 406 crescimento de 11% A/A e queda de 10% T/T.

Ultracargo. A carga de referência segue crescendo (12% A/A). O EBITDA Ajustado no último trimestre totalizou R$ 155 milhões, representando um aumento de 19% em comparação com o 4T22. Esse crescimento é resultado da melhor utilização da capacidade, bem como dos ganhos em rentabilidade, vendas pontuais e eficiência, apesar do aumento das despesas. No entanto, em relação ao 3T23, houve uma queda de 10%, devido a vendas pontuais menores e maiores custos e despesas.

Ipiranga. O volume de vendas da Ipiranga cresceu 1% A/A e 3% T/T. O EBITDA Ajustado recorrente totalizou R$ 1.170 milhões, representando um crescimento de 270% em comparação com o 4T22. Esse aumento se deve a melhores margens, que resultaram da normalização do ambiente comercial no 4T23, em comparação com a maior oferta de produtos no mercado e as perdas de estoque no 4T22. No entanto, em relação ao 3T23, houve uma queda de 19%, devido às menores margens (ganho de estoque no 3T23) e às maiores despesas abaixo apresentamos o EBITDA ajustado sobre volume distribuído da Ultrapar e suas concorrentes:

Nesse trimestre esperava-se que as distribuidoras tivessem queda na margem por conta do ganho de estoque que houve no 3T23. Contudo, Raizen que já havia divulgado seu resultado conseguiu se manter basicamente estável em sua margem na comparação trimestral. A Ultrapar superou sua performance no trimestre anterior com crescimento de 13%.

Por fim faremos uma breve análise de valuation:

Atualmente a Ultrapar está sendo negociada próximo da média dos últimos 2 anos. Comparando os múltiplos, a Vibra (em laranja) vale 7,6x enquanto o da Ultrapar (em branco) mede 7,95x: Ultrapar está mais levemente mais cara. Além disso, a projeção de dividend yield nos próximos 12 meses para vibra vale 5,3% contra 3,3% da Ultrapar. Em vista do menor preço relativo e dos maiores dividendos projetados, temos preferência por vibra.

Impacto: positivo. O destaque do trimestre ficou pela margem em EBITDA ajustado/ volume distribuído das redes Ipiranga. Esperava-se que a margem nesse trimestre fosse mais fraca que a trimestre anterior por conta de ganhos de estoque. Contudo, a companhia conseguiu apresentar aumento de 13% superando a performance da sua concorrente Raizen. O EBITDA e lucro líquido vieram bem acima do esperado pelo mercado.

Tabela

Descrição gerada automaticamente

Odontoprev (ODPV3): resultado fraco, impactado por ticket médio baixo

A Odontoprev divulgou os resultados do 4T23 ontem após o fechamento do mercado. Vemos os resultados como fracos, negativamente afetados pelo baixo ticket médio. Esperamos uma reação negativa.

A receita líquida da Odontoprev foi de R$ 545 milhões (+6% A/A), em linha com o esperado. A base de beneficiários cresceu 4%, principalmente no segmento corporativo, onde o ticket é menor. O ticket médio ficou praticamente estável no ano, negativamente afetado pela redução nos tickets no segmento de pequenas e médias empresas (PME) e também pelo crescimento baixo do ticket no segmento corporativo. Do lado positivo, o ticket médio aumentou 7% no segmento de planos individuais. O Ebitda de R$ 142 milhões (+10% A/A) ficou abaixo do esperado como pode ser visto na figura abaixo. Apesar do Ebitda ter ficado abaixo do esperado, a margem aumentou de 25% para 26% em função da redução da sinistralidade e redução das despesas comerciais. O lucro de R$ 126 milhões (+33% A/A) foi positivamente impactado por receita financeira maior.

Impacto: negativo. O crescimento baixo da base e também a perda de beneficiários no segmento de planos individuais deve ser mal-recebida pelos investidores. A Odontoprev segue dependendo de seus dois principais parceiros, Bradesco e BB, para distribuir os planos, o que pressiona suas margens.

Ambev (ABEV3): resultado fraco; pressionado pela operação na Argentina

A Ambev divulgou os resultados do 4T23 nesta manhã, antes da abertura dos mercados. Os resultados ficaram abaixo do esperado, negativamente afetados por resultados fracos na operação na Argentina.  Nas demais operações, os resultados foram positivos. Esperamos uma reação neutra.

A receita líquida de R$ 19.989 milhões (-12% A/A) ficou abaixo do esperado e foi negativamente afetada por preços mais baixos. Os volumes ficaram estáveis A/A, fato associado à base de comparação difícil em função da base de comparação difícil devido à Copa do Mundo em 2022. O impacto dos preços menores é bastante concentrado na operação na Argentina, onde a hiperinflação pode distorcer os dados, e por isso acreditamos que a reação do mercado deve ser neutra aos resultados. A operação de “cerveja Brasil” voltou a ter bom resultado, com volumes estáveis mas receita crescendo 6% A/A. Além disso, os custos caíram 3% A/A, impulsionados pela redução nos custos dos principais insumos, como grãos e alumínio. Como consequência, a margem Ebitda na operação de “cerveja Brasil” aumentou de 29% no 4T22 para 36% no 4T23. O resultado na operação de bebidas não-alcoolicas (NAB) no Brasil, os resultados também foram positivos, com crescimento de volume e margens maiores, também impactadas pela redução de custos. Na operação na America Latina Sul (principalmente Argentina), os resultados foram negativamente afetados pela depreciação cambial e em menor grau pela queda de 4% A/A nos volumes.

Impacto: neutro. Os resultados da Ambev melhoraram em todas as unidades de negócio, com exceção da operação na Argentina, que sofreu com a forte depreciação do peso em dez/23. Excluindo este efeito, os resultados teriam mostrado expansão de margem em função dos custos menores, que devem continuar favorecendo os resultados em 2024.

Suzano (SUZB3): preços menores derrubam resultado

A Suzano divulgou os resultados do 4T23 ontem após o fechamento do mercado. Os números foram negativamente afetados pela redução do preço da celulose no mercado internacional, que levaram à redução da receita e das margens. Esperamos uma reação neutra uma vez que os resultados fracos já eram esperados. Além disso, é importante destacar que a Suzano já anunciou alguns aumentos de preços no fim de 2023 e início de 2024, sinalizando que a tendência de queda no preço da celulose pode estar no final.

A receita líquida foi de R$ 10.372 milhões (-28% A/A) e ficou um pouco acima do esperado. A queda na receita reflete principalmente os preços mais baixos da celulose: US$ 826/t no 4T22 e US$ 568/t no 4T23 (-31% A/A). Os volumes vendidos ficaram estáveis como pode ser visto na figura abaixo. O custo de produção da celulose caiu de R$ 861/t no 4T22 para R$ 816/t no 4T23 em função principalmente da melhor produtividade e pela redução do raio médio, que reduz o custo da madeira adquirida. No segmento de papel, as vendas aumentaram sobretudo no segmento de papel de imprimir e escrever, mas ao custo de preços mais baixos. Como resultado de preços menores, o Ebitda diminuiu para R$ 4.5 bi (-45% A/A). O lucro líquido de R$ 4,5 bi (-39% A/A) foi positivamente impactado pelo resultado financeiro: ganho de R$ 2,2 bi no 4T23.

Impacto: neutro. Os números ficaram em linha com o esperado. Apesar dos aumentos de preços recentes, temos uma visão cautelosa com as ações da Suzano em função dos preços baixos tanto da celulose quanto do papel no mercado internacional. O aumento na oferta destes produtos deve manter os preços pressionados por mais alguns trimestres.

Dança das cadeiras entre Suzano (SUZB3) e Rumo (RAIL3)

Ontem foi anunciado a saída do CEO João Alberto Abreu da Rumo para juntar-se a Suzano como CEO. João inicia na Suzano em 2 de abril. Após 3 meses, assumirá como CEO em 1 de julho.

João Alberto passou 18 anos na Shell, ocupando várias posições no Brasil, Inglaterra e Argentina. Posteriormente, dedicou 7 anos à Raízen como Diretor de Energia e Vice-presidente do Negócio Etanol, Açúcar e Energia. Além disso, atuou como CEO da Rumo. Formado em Engenharia, João Alberto também possui um MBA pela Fundação Dom Cabral e completou cursos executivos em universidades renomadas como IMD e Wharton. Atualmente, ele desempenha vários papéis de liderança. É membro do Conselho da ANTF, Presidente do Conselho da Moveinfra, Diretor do Deifra da FIESP. Além disso, atua como Conselheiro da Fundação Raízen e Conselheiro do Pacto contra a Fome.

Impacto: marginalmente negativo para Rumo e neutro para Suzano. A saída de João pode acabar mudando estratégia da Rumo.

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