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Mercados por TradingView

Como comprar ações e investir de forma simples

10 de maio de 2023
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 12 min
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ilustração de uma cesta de mercado preta com o topo verde com uma seta laranja saindo em cima

A renda variável oferece inúmeras possibilidades para os investidores. Entre elas, é interessante saber como comprar ações na bolsa de valores. Dependendo do seu perfil e dos seus objetivos, essa pode ser uma forma de buscar rentabilidades melhores e até de diversificar o portfólio.

Antes de realizar qualquer operação, entretanto, é preciso saber analisar o mercado e suas oportunidades. Afinal, existem diferentes formas de alocar dinheiro em ações e buscar lucros — tanto no curto quanto no longo prazo.

Quer aprender mais? Continue lendo e entenda como comprar ações e começar a investir em renda variável de forma simples!

O que é a bolsa de valores?

A bolsa de valores é o ambiente no qual diversos valores mobiliários são negociados. Assim, ela viabiliza o investimento em alternativas como:

  • ações;
  • cotas de fundos de investimentos;
  • certificados de depósitos de valores mobiliários (BDRs), entre outras.

Com o desenvolvimento da tecnologia, o funcionamento do pregão da bolsa passou a ser eletrônico, com o suporte das corretoras de valores. Essa mudança oferece mais transparência e facilidade para os investidores, que podem negociar seus ativos e derivativos de modo direto, em um ambiente seguro.

No Brasil, a bolsa de valores é chamada B3 — Brasil, Bolsa e Balcão. Porém, vale saber que ela já passou por diversas modificações e fusões ao longo do tempo. No passado, por exemplo, o país possuía diferentes bolsas espalhadas pelos estados.

Nesse sentido, vale destacar que a última fusão ocorreu em 2017, quando a BM&F Bovespa se uniu à Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (Cetip), tornando-se a B3.

O que são ações e como funciona o investimento nelas?

Depois de entender o que é a bolsa de valores, é preciso saber o que são as ações negociadas nela. Esses são ativos que representam uma fração do capital social de uma empresa. É como se as ações fossem a menor parte negociável de uma companhia que tem o capital aberto na bolsa.

Por suas características, esses papéis permitem que os investidores se tornem sócios da companhia. Ao comprar ações, você passa a correr os riscos com a empresa, mas também tem direito a participar dos resultados dela.

Portanto, o investimento nesses ativos depende da aquisição dos papéis. Já a sua participação na empresa será proporcional ao total de ações compradas.

Vale notar que existem três tipos principais de ações. As ordinárias (ON) são aquelas que dão direito a voto nas assembleias realizadas pela empresa. As ações preferenciais (PN) oferecem a preferência no recebimento de proventos e dos recursos em caso de liquidação da companhia.

Já as units funcionam como pacotes de ações. Elas são cestas de ativos que podem compor a proporção definida pela empresa entre papéis preferenciais ou ordinários. Se uma unit tiver 1 ação ON e 2 ações PN, ao comprá-la, você aproveitará o resultado de três ações.

Ainda, você pode comprar ações no mercado primário ou secundário. Para adquirir os ativos no mercado primário, você precisará participar de uma oferta pública inicial ou initial public offering (IPO). Outra possibilidade é o follow-on primário — nesse evento, a companhia emite novos papéis.

A compra no mercado secundário, por sua vez, envolve adquirir os papéis de outro investidor. Assim, o dinheiro não segue para o caixa da empresa, e sim para quem fez a oferta.

Quais são as principais formas de lucrar com ações?

O próximo passo para considerar sobre as ações é como você pode lucrar ao comprar esses ativos. A primeira forma envolve o ganho de capital obtido com a valorização dos papéis. Isso acontece quando você vende as ações por um preço maior do que pagou para adquiri-las.

Também existe a distribuição de proventos, que são benefícios pagos aos acionistas. Os mais conhecidos são os dividendos, que correspondem a uma parte do lucro líquido dividido entre os investidores.

No Brasil, toda empresa é obrigada a distribuir dividendos ao menos uma vez por ano, de acordo com as condições definidas em seu estatuto. Porém, esse pagamento só ocorre se a companhia obtiver um resultado positivo no período previsto para a distribuição.

Vale considerar que os papéis também podem gerar lucros a partir do aluguel de ações. Nessa modalidade, você disponibiliza seus ativos para operadores da bolsa que não os têm na carteira.

Em troca, você recebe um valor de locação por determinado período. Ao final do contrato, você recebe os papéis de volta, sendo essa outra forma de rentabilizar seu portfólio.

Quais são as estratégias de compra de ações conforme os objetivos?

Além das diferentes formas de lucrar com ações, vale a pena entender que existem estratégias distintas para atingir a rentabilidade esperada de acordo com seus objetivos. As diferenças ocorrem especialmente em relação ao seu foco, que pode estar no longo prazo ou no curto e curtíssimo prazo.

No longo prazo, há a estratégia chamada de buy and hold, que consiste em comprar e manter as ações na carteira por prazos mais longos. Ao adotá-la, o foco é lucrar com a valorização dos papéis com o passar dos anos ou com o recebimento de proventos, como os dividendos.

Outro objetivo do investidor pode ser comprar ações visando a aposentadoria para viver de renda passiva, por exemplo. Nesse caso, é comum buscar empresas que distribuem maiores lucros e com mais frequência, gerando retornos periódicos.

Por outro lado, na especulação, ou trade, o objetivo é lucrar no curto e curtíssimo prazo. Nesse caso, não há necessidade de analisar a qualidade das empresas, pois o foco está em aproveitar as oscilações dos preços dos papéis. A finalidade é ter ganhos com a compra e venda deles em curtos períodos.

Por conta disso, a análise dos ativos é mais técnica, considerando tendências e projeções nos preços para identificar oportunidades. Cabe ressaltar que, nesse tipo de estratégia, é válido ter mais tolerância aos riscos, já que as operações são mais arriscadas.

Como funcionam as negociações na B3, além da compra de ações?

Para entender mais profundamente o funcionamento da bolsa de valores, é preciso saber que existem ambientes diferentes nela. Com essa informação, será mais fácil descobrir as estratégias para compra de ações mais adequadas aos seus interesses.

O mercado à vista, por exemplo, é o mais conhecido, pois é nele que acontece a compra e venda direta de ações e de cotas de alguns fundos de investimento, por exemplo.

Também há o mercado de opções, no qual ocorre a negociação de derivativos chamados opções. Essas são alternativas que oferecem o direito de comprar ou vender um ativo por um preço específico (strike) em uma data futura.

Já no mercado a termo ocorre a negociação de contratos a termo entre investidores, com prazo determinado e a aplicação de juros. É possível pensar nessa operação como uma compra a prazo, em uma analogia simples.

Outro ambiente da B3 é o mercado futuro, que tem um papel relevante na bolsa de valores. Nele, são negociados os contratos futuros, permitindo que os participantes se posicionem na compra ou venda de determinado ativo.

Vale destacar que não há negociação direta de ativos no mercado futuro, mas de contratos vinculados a eles, podendo ser moedas, commodities e índices, por exemplo. Essa é uma alternativa muito utilizada para especulação ou hedge (proteção da carteira).

O que fazer antes de começar a investir?

Após descobrir como lucrar ao comprar ações e entender o funcionamento dessas operações na bolsa, é preciso saber como agir antes de começar a investir. Confira o que você deve fazer antes de realizar as primeiras negociações!

Avaliar o seu perfil de investidor

As decisões de investimento devem ser baseadas no seu perfil, que pode ser conservador, moderado ou arrojado. Ele está relacionado a como você lida com os riscos ao investir e ajuda a compor uma carteira mais adequada às suas necessidades.

Sem essa análise, você pode tomar decisões equivocadas e se frustrar com os resultados obtidos. Em geral, a bolsa é uma alternativa mais adequada para pessoas com maior tolerância ao risco, já que ela está relacionada à renda variável.

Definir objetivos financeiros

Outro ponto essencial antes de comprar ações na bolsa é definir objetivos. Quando o foco é investir, por exemplo, as ações costumam se alinhar com o longo prazo. Nesse caso, você deverá ter uma análise mais profunda sobre os papéis escolhidos.

Dessa forma, você diminui os impactos da volatilidade de mercado e pode tomar decisões priorizando o recebimento de proventos ou o possível lucro com a valorização de ativos.

Já para tentar obter lucros no curto prazo, como você observou, é comum recorrer à especulação. Nela, você se expõe mais aos riscos da oscilação de preços, mas tem chances de conseguir lucrar mais em um período menor.

Também é imprescindível que você considere seus planos antes de escolher os ativos e estratégias para compor a sua carteira. Dessa forma, é possível tomar decisões mais adequadas e que equilibrem risco, liquidez e rentabilidade.

Compor um portfólio diversificado

Uma das estratégias mais utilizadas pelos investidores é a diversificação da carteira. Para adotá-la, é necessário distribuir os recursos entre diferentes ativos adequados ao seu perfil e objetivos. Isso inclui a alocação em classes e mercados diferentes, em vez de focar apenas nas ações.

Ademais, é importante não investir apenas em uma ação ou setor. Ao fazer uma boa distribuição do portfólio, é possível manejar melhor os riscos. Logo, você pode mitigar grandes perdas e favorecer a rentabilidade geral. Com essa estratégia, os resultados tendem a ficar mais equilibrados.

Fazer uma análise dos fundamentos das empresas

Quem investe em ações com foco no longo prazo precisa fazer uma boa análise dos fundamentos da empresa. O método é usado para avaliar a saúde financeira e organizacional da companhia e o seu potencial de resultados. Para tanto, o investidor pode considerar diferentes indicadores.

É por meio da análise fundamentalista que você poderá decidir se fará ou manterá seus investimentos na empresa, por exemplo. Os fundamentos também são úteis para comparar os resultados de uma companhia com os de outro negócio do mesmo setor — a técnica é conhecida como benchmarking.

Contar com suporte

Existem diversas alternativas de ações disponíveis no mercado. Com isso, é comum ter dúvidas sobre os melhores ativos para as suas necessidades. Se você não sabe fazer uma análise de fundamentos das empresas, por exemplo, pode contar com suporte no momento de montar a sua carteira de ações.

Uma das formas de fazer isso é buscar uma carteira recomendada. Ela é criada por profissionais a partir de análises do mercado e dos ativos. Ainda, elas podem atender a objetivos específicos, como a procura por maior potencial de valorização ou o recebimento de dividendos.

Em todos os casos, lembre-se de que as ações fazem parte da renda variável. Logo, não há garantias em relação aos resultados e existem riscos de ter prejuízos financeiros.

Como comprar ações de maneira prática?

Agora que você sabe o que fazer antes de começar a investir em ações, é hora de aprender como fazer os aportes. Acompanhe o passo a passo!

Abrir conta na corretora

O primeiro passo para investir na bolsa de valores é abrir conta em uma corretora de valores. A instituição funciona como uma intermediária entre você e o mercado, permitindo que você acesse as oportunidades disponíveis.

É preciso escolher uma corretora que ofereça uma boa estrutura, atendimento de qualidade e uma plataforma de investimentos variada. Assim, você pode investir em ações e aproveitar outras oportunidades do mercado.

Acesse o home broker

Com a conta criada, você terá acesso ao home broker, que permite alcançar os ambientes da bolsa de valores. Então é por meio dele que será possível comprar e vender ações.

Como as transações são feitas pela internet, elas podem ser realizadas de qualquer lugar com conexão à rede. Para trazer mais facilidade, a plataforma pode ser acessada pelo computador ou via dispositivos móveis.

Escolha as ações

No home broker, você terá acesso às ações disponíveis na B3. Então escolha os ativos que deseja comprar e decida se fará a aquisição em lote (normalmente, de 100 unidades) ou de modo individual pelo mercado fracionário.

Cabe ressaltar que as ações são identificadas sob a forma de tickers. Esses são códigos alfanuméricos que ajudam a identificar a empresa e o tipo de papel, como as ações ordinárias (3) e preferenciais (4). Elas são diferenciadas pelo número ao final do código.

Um exemplo são os tickers PETR3 e PETR4. Eles representam as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras, respectivamente.

Emita a ordem de compra

Por fim, confira se você tem o capital necessário para realizar a compra das ações na sua conta. Além do preço dos papéis, você deve considerar os custos da operação, que envolvem taxa de corretagem e emolumentos, por exemplo.

Após se certificar de que a transferência de recursos para a corretora foi realizada corretamente, emita uma ordem de compra dos ativos escolhidos. É possível definir o preço máximo que você deseja pagar ou deixar a ordem a mercado — ou seja, usando as condições do momento de negociação.

Ao emitir a ordem no home broker, existe um tempo para a execução e liquidação da operação. Concluído esse prazo, os ativos farão parte da sua carteira.

Neste post, você descobriu como comprar ações, considerando os diversos passos que devem ser observados para tomar sua decisão e para realizar as operações. Dessa forma, você pode complementar seu processo de análise, participando do mercado acionário do modo mais conveniente para você.

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