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Como (e por que) montar sua Reserva de Emergência

21 de junho de 2023
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 11 min
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Mesmo que você tenha um padrão de vida confortável e possua boas condições financeiras, isso não significa que esteja imune a imprevistos. Na realidade, mesmo pessoas com alta renda podem se ver diante de gastos inesperados e urgentes.

Para não perder o conforto e manter a sua vida financeira sob controle, é válido montar uma reserva de emergência. Isso evitará que você precise movimentar recursos alocados em um negócio ou investimento, o que o ajudará a prevenir prejuízos financeiros.

Quer saber mais sobre como e por que montar a sua reserva de emergência? Então acompanhe este conteúdo até o final para ter dicas importantes.

Boa leitura!

Afinal, o que é uma reserva de emergência?

A reserva de emergência é uma espécie de fundo financeiro criado para cobrir gastos urgentes ou que não faziam parte do seu orçamento. Ou seja, ela perfaz uma quantia monetária que fica guardada para ser usada diante da ocorrência de imprevistos.

Nesse sentido, ela impede que uma situação inesperada prejudique o seu orçamento e suas finanças até a solução da questão. Ela impedirá, por exemplo, que você tenha que modificar os seus planos ou precise se valer de empréstimos para superar o evento emergencial.

Quando a reserva de emergência deve ser utilizada?

Agora que você já está familiarizado com o conceito de reserva de emergência, talvez queira saber em quais situações ela deve ser usada. A seguir, você verá exemplos de cenários que ajudarão a entender quando é apropriado utilizá-la!

Perda de emprego ou da sua renda

Muitas vezes, o fato de estar empregado gera uma sensação de segurança, principalmente quando se está há muitos anos na mesma companhia. No entanto, o mundo empresarial é bastante dinâmico e diversas ocorrências podem resultar em uma demissão inesperada, como:

  • venda da companhia;
  • mudança de diretoria;
  • contratação de um novo gerente;
  • queda no faturamento;
  • redução de custos;
  • entre outros.

No entanto, não é somente quem está empregado que corre o risco de ser surpreendido com a perda da renda. Quem é empresário e tem seus ganhos atrelados ao negócio pode encontrar dificuldades diante de questões como:

  • mudanças regulatórias;
  • diminuição das vendas;
  • processos trabalhistas;
  • perda de funcionários;
  • falta de mão de obra;
  • entre outros.

Em ambos os cenários, você poderá ficar sem renda até que a situação normalize — seja com uma recolocação profissional ou a retomada dos negócios. Logo, ter uma reserva de emergência no período pode evitar que seu orçamento fique defasado.

Problemas de saúde

Por mais que uma pessoa tenha hábitos saudáveis e cuide bem da saúde, muitas doenças surgem de maneira repentina. Nesse sentido, vale dizer que nem todos os tratamentos e remédios são cobertos por um plano de saúde.

Diante de determinados males, pode ser que você precise custear as despesas com remédios e tratamentos médicos. A depender da doença ou tratamento, se torna necessário ficar afastado do emprego ou dos negócios e ter a sua renda reduzida.

Nesse contexto, montar uma reserva de emergência pode suprir os gastos gerados nessas ocasiões. Isso trará maior tranquilidade para você — o que tende a contribuir para uma recuperação mais rápida.

Destaca-se ainda que a questão não se limita à sua saúde. Afinal, os problemas podem afligir as pessoas que você ama, como cônjuge, filhos, pais, irmãos ou entes queridos que não tenham condições de custear cirurgias, remédios, próteses e outros tratamentos.

Gastos repentinos

Existem diversas ocorrências do dia a dia que podem gerar gastos repentinos e gerar a necessidade de destacar uma grande quantia financeira para solucioná-las. Por exemplo, imagine ser o responsável por um acidente de trânsito com múltiplos veículos.

Muitos seguros possuem limitações quanto à quantia financeira que será paga de indenização para os envolvidos. Dependendo do cenário, você poderá ter que utilizar seus recursos para ressarcir os prejuízos causados aos demais motoristas.

Outra possibilidade é a do seu imóvel sofrer danos por conta de desastres naturais, como ventanias, deslizamentos, enchentes, acima da cobertura do seguro. O custo com reformas e materiais de construção pode impactar severamente o seu orçamento e prejudicar as suas finanças.

Ter animais de estimação também pode gerar gastos repentinos. Além das doenças que podem gerar custos com medicamentos e cirurgias, os animais podem se envolver ou causar acidentes, resultando em prejuízos.

Nesse sentido, a utilização de um valor guardado para episódios como esses evitará que a sua saúde financeira saia do controle. Superada a questão, será o momento de repor a reserva para não ficar desprotegido posteriormente.

Quem deve ter essa reserva?

Depois de conferir situações em que ter uma reserva de emergência pode ser bastante útil, vale conferir quem deve tê-la. No geral, ela deve fazer parte do planejamento financeiro de qualquer indivíduo.

Isso porque imprevistos podem ocorrer com qualquer pessoa. A necessidade de montagem de uma reserva financeira é ainda maior para as pessoas que têm filhos, animais e outros dependentes, considerando que as chances de acontecerem gastos imprevistos é maior.

Empresários e profissionais autônomos também precisam dar maior atenção à construção da reserva, porque a ocorrência de eventualidades pode interromper a entrada de receitas. Imagine, por exemplo, uma enchente danificar o estoque da sua empresa ou o seu maquinário, parando a produção.

Isso poderá demandar a injeção de capital imediatamente para retomar as atividades e gerar novas receitas. Quem possui uma reserva de emergência consegue superar o período sem maiores dificuldades.

Já quem não está precavido com uma reserva de emergência tende a precisar de empréstimos e financiamentos para reparar os danos. O problema é que o endividamento prejudicará as suas finanças — pessoais ou empresariais.

Qual quantia deve ser destinada à reserva de emergência?

Uma dúvida bastante recorrente quando se fala em reserva de emergência diz respeito à quantia que deve ser guardada. Analistas e educadores financeiros costumam recomendar que o valor seja suficiente para cobrir seu custo de vida por, no mínimo, 6 meses.

Determinar o seu custo de vida é um processo relativamente simples. O ideal é listar todas as suas despesas recorrentes, a exemplo de:

  • aluguel ou financiamento imobiliário;
  • condomínio;
  • contas de consumo (água, luz, gás e telefone);
  • alimentação;
  • transporte;
  • educação;
  • assistência médica;
  • seguros;
  • lazer.

Na sequência, realize a soma de todos os gastos em cada categoria. A partir do valor obtido, você calculará o montante necessário para sua reserva. Por exemplo, suponha que seus gastos mensais sejam de R$ 10 mil e você deseja ter proteção financeira por 6 meses.

Ao multiplicar essa quantia por 6, você chegaria a um total de R$ 60 mil. Portanto, esse seria o valor ideal a ser economizado para ter na sua reserva. No entanto, se você possui uma renda instável, como empresários e profissionais autônomos, pode ser interessante construir uma reserva mais robusta.

Nesse cenário, guardar um valor equivalente a 12 meses de seus custos de vida pode ser uma abordagem mais adequada. Afinal, você poderá precisar de mais tempo para se reorganizar financeiramente após a ocorrência de um imprevisto.

Diante disso, seguindo um mesmo exemplo de gastos, você precisaria montar uma reserva de R$ 120 mil para ter mais tranquilidade contra emergências. Sendo o caso, também pode ser pertinente criar uma reserva financeira para a sua empresa, respeitando as mesmas quantias.

Separar as reservas de emergência para as finanças pessoais e profissionais tende a contribuir para ter uma organização financeira melhor. Assim, há como ter a cobertura adequada para imprevistos em ambos os aspectos da vida.

Como montar a reserva de emergência?

Agora que você já aprendeu como a reserva de emergência pode ser importante para manter as finanças pessoais e empresariais sob controle, é o momento de conferir como montar a sua.

Veja algumas dicas que podem ajudar nesse objetivo!

Organize suas finanças

A organização financeira é um passo essencial para alcançar qualquer objetivo que envolva dinheiro. Nesse sentido, levante todas as suas receitas e despesas, identificando o quanto do seu orçamento poderá ser destacado para a construção da sua reserva de emergência.

Defina o montante que será reservado

O segundo passo para adotar é a definição da quantia que será reservada. Como você viu, o valor mínimo necessário deve ser igual a 6 meses do seu custo de vida. No entanto, caso queira ter uma reserva mais robusta, vale construí-la considerando 12 meses dos seus gastos mensais., por exemplo.

Reserve o dinheiro necessário

O próximo passo para a construção da reserva de emergência é juntar os recursos conforme o seu planejamento financeiro. Ao ter as suas finanças organizadas, fica mais fácil saber quanto dinheiro está sobrando no seu orçamento ou se é preciso adotar alguma medida para reduzir custos e impulsionar a sua reserva.

Invista o valor reservado

Outro passo fundamental para a efetividade da sua reserva de emergência é investi-la. Apenas guardar um capital pode não trazer a segurança necessária contra imprevistos. Isso porque o seu dinheiro tende a desvalorizar quando está parado em um cofre ou conta bancária.

Mensalmente, a inflação costuma tornar o preço de produtos e serviços mais caros — e se o seu capital não acompanhar essas mudanças, o seu poder aquisitivo diminuirá. Para combater ou mitigar os efeitos da perda do poder de compra, invista para fazer o seu dinheiro render.

Em quais alternativas investir a reserva?

Sabendo da relevância de investir a sua reserva de emergência, pode ser que você esteja se perguntando a quais alternativas recorrer. Na prática, o mercado financeiro traz inúmeras possibilidades de investimentos que atendem a essa finalidade.

Contudo, diante de inúmeras opções, você precisará dar preferência às alternativas que contem com alta liquidez — preferencialmente, liquidez diária. Essa característica representa a velocidade em que se pode converter um investimento em recursos disponíveis para uso.

Quando um investimento possui liquidez diária, ele poderá ser resgatado em qualquer dia antes do vencimento, o que é essencial em situações de urgência. Também vale buscar por opções seguras, como os investimentos de renda fixa, para que você não arrisque perder o valor investido ao longo do tempo.

Confira alguns exemplos!

Tesouro Selic

Uma das primeiras alternativas buscadas quando o assunto é reserva de emergência é o Tesouro Selic. Trata-se de um investimento de renda fixa emitido pelo Tesouro Nacional, sendo encontrado na plataforma do Tesouro Direto.

Ao investir no Tesouro Selic, você empresta dinheiro para o Governo Federal. Em contrapartida, recebe uma rentabilidade atrelada às variações da Selic (a taxa básica de juros). Ademais, a sua liquidez é diária.

Considerando que o Governo não pode deixar de pagar esses empréstimos para não prejudicar a economia do país, os títulos do Tesouro são considerados os investimentos mais seguros do mercado.

CDB com liquidez diária

CDB é a forma abreviada de certificado de depósito bancário e é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras. Neles, você empresta dinheiro para um banco, em troca de uma rentabilidade comumente atrelada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Esse é um indicador financeiro muito próximo à Selic, o que significa que sua rentabilidade ficará em torno das variações da taxa básica da economia brasileira. Contudo, tenha em mente que nem todos os CDBs possuem liquidez diária.

Quanto à segurança, os CDBs têm a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa entidade oferece cobertura aos investidores no caso de falência ou liquidação da instituição emissora. A proteção é de R$ 250 mil por CPF e por instituição, com um limite global de R$ 1 milhão renovado a cada 4 anos.

Fundos DI

Os fundos DI são veículos de investimentos coletivos indexados ao CDI, de modo que a maioria dos recursos captados pelo fundo é investida em títulos que acompanham o CDI ou a Selic. Assim como em outros fundos de investimento, o portfólio de um fundo DI é montado por um gestor profissional.

O interessado em participar dessa modalidade de investimento precisa adquirir suas cotas junto a uma plataforma de uma corretora de valores, a exemplo da Guide Investimentos.

Os riscos podem variar conforme as estratégias adotadas pelo gestor, porém em fundos DI eles costumam ser baixos. Já a liquidez é diária, facilitando o acesso aos recursos. De toda a forma, é essencial conferir as informações sobre cada veículo em sua lâmina.

Neste conteúdo, você viu a importância e como montar uma reserva de emergência. Então não deixe de utilizar esse conhecimento e construa a sua, visando evitar surpresas que podem prejudicar as suas finanças.

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Entre em contato com a Guide Investimentos e fale com um de nossos assessores!

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