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Como investir na Selic? Confira 5 opções!

23 de maio de 2023
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 8 min
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A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, servindo de referência para outras taxas praticadas no Brasil. Ela é definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom), órgão que faz parte do Banco Central (Bacen).

Como essa taxa impacta tanto a economia quanto o mercado financeiro, vale a pena saber como investir na Selic. Isso porque existem oportunidades na renda fixa e até na renda variável que podem ser adequadas para a sua estratégia.

Quer saber como investir na Selic por meio das oportunidades disponíveis no mercado? Confira 5 investimentos que podem ajudar nessa escolha!

Por que investir com foco na Selic?

A Selic é um dos principais instrumentos da política monetária do Bacen. Dependendo do seu patamar, ela pode estimular o consumo e a economia ou agir no controle da inflação. Como muitos investimentos estão atrelados a ela, essa taxa é importante para o mercado financeiro.

Ao investir na Selic, portanto, você tem a chance de aproveitar os resultados dessa taxa ao longo do tempo. Se os juros básicos da economia estiverem em alta, por exemplo, você pode obter mais rentabilidade para o seu patrimônio.

Isso ocorre porque a Selic influencia diretamente a renda fixa e suas oportunidades. Como essa classe é considerada mais segura devido à previsibilidade sobre o retorno, investir com foco na Selic tende a ajudar a fazer o seu dinheiro render com mais segurança.

5 Opções para investir na Selic

Como a Selic é uma taxa, não é possível investir diretamente nela, ao contrário do que acontece com um título ou ativo que você pode comprar no mercado. No entanto, é possível alocar recursos em alternativas relacionadas à taxa Selic e que têm os resultados influenciados por ela.

A seguir, descubra quais são 5 alternativas para quem deseja investir com foco na Selic!

1. Tesouro Selic

Um dos principais investimentos para quem deseja explorar o resultado da taxa básica de juros da economia brasileira é o Tesouro Selic. Esse é um título público emitido pelo Tesouro Nacional que serve para captar recursos para o Governo Federal.

Esse é considerado o investimento mais seguro do mercado brasileiro por dois motivos. Primeiramente, essa segurança está relacionada à garantia integral do Tesouro Nacional.

Além disso, o Tesouro Selic está associado ao Governo, que é considerado o agente mais sólido do mercado e o único que pode emitir mais papel-moeda, caso necessário. Então o risco de crédito desse título é bastante baixo, sendo uma oportunidade para quem busca mais proteção.

Outra característica importante do Tesouro Selic é que ele oferece liquidez diária. Sendo assim, é possível resgatar o título em qualquer dia antes do vencimento. Nessa situação, é possível obter o retorno acumulado desde a aplicação inicial.

Em relação aos impostos, o Tesouro Selic é tributado pela tabela regressiva de IR. Ela prevê alíquotas diferentes, de acordo com o tempo de investimento. Veja:

  • até 180 dias: 22,5%;
  • de 181 a 360 dias: 20%;
  • de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • acima de 720 dias: 15%.

2. CDBs pós-fixados

Além dos títulos públicos, a renda fixa conta com títulos privados. Entre eles está o certificado de depósito bancário (CDB), que pode ser uma alternativa para quem deseja saber como investir na Selic.

Esse título é emitido por instituições financeiras, como bancos que desejam captar recursos para as suas operações. Os valores captados podem ser oferecidos como empréstimo para outros clientes, por exemplo.

Em relação à rentabilidade, os CDBs podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos. No caso dos títulos prefixados, eles rendem uma porcentagem do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Também conhecido como taxa DI, o CDI é calculado a partir dos empréstimos de curtíssimo prazo que as instituições financeiras fazem entre si. Essas operações ocorrem porque, segundo uma determinação do Bacen, os bancos não podem fechar o dia com caixa negativo.

Logo, as instituições realizam esses empréstimos entre si para obter os recursos necessários para cumprir essa regra. A partir dos juros cobrados nessa operação, é possível chegar ao CDI. Mas como ele se relaciona com a Selic?

Na prática, o CDI costuma ficar um pouco abaixo do desempenho da Selic — então o CDB atrelado ao CDI permite que você se exponha indiretamente ao resultado da taxa básica de juros. Esse fator pode tornar interessante buscar um CDB que renda conforme o indicador.

Quanto à liquidez e ao vencimento do título, cada emissor da aplicação define essas condições. Em relação à segurança, os CDBs têm a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O limite é de R$ 250 mil por CPF e instituição. Já o limite global garantido é de R$ 1 milhão, renovável a cada 4 anos.

Assim como títulos públicos, os CDBs são tributados pelo Imposto de Renda, conforme a tabela regressiva.

3. LCIs e LCAs pós-fixadas

Como você viu, alguns títulos privados pós-fixados podem oferecer exposição ao desempenho da Selic. Entre eles, além dos CDBs, estão as letras de crédito imobiliário (LCIs) e letras de crédito do agronegócio (LCAs). Essas são aplicações emitidas por instituições financeiras.

No entanto, a principal diferença entre os CDBs e as LCIs e LCAs é que os recursos captados por elas seguem para operações relacionadas ao mercado imobiliário e de agronegócio, respectivamente. No caso das LCIs e LCAs pós-fixadas, elas rendem uma porcentagem do CDI — logo, elas permitem ter exposição à Selic.

As letras de crédito costumam ser menos líquidas e o prazo varia com o emissor dos títulos. Em relação à segurança, LCIs e LCAs têm a mesma proteção do FGC. Porém, elas se destacam por serem isentas de IR para pessoas físicas.

4. Fundos DI

Os fundos de investimento são veículos financeiros coletivos dos quais os investidores participam ao adquirir cotas. Além disso, todo fundo conta com um gestor profissional, que define como o capital deve ser investido com base na estratégia determinada.

No caso da renda fixa, um tipo de veículo a considerar pensando em se expor aos resultados da Selic é o fundo DI. Ele se caracteriza por priorizar o investimento em títulos públicos pós-fixados e em títulos privados de baixo risco.

A intenção é que o desempenho desse fundo seja equivalente à performance da taxa DI. Uma das vantagens desse tipo de fundo é o baixo risco que ele oferece, ao mesmo tempo que permite investir indiretamente na Selic.

O fundo DI oferece liquidez diária, permitindo que você faça o resgate quando desejar. Em relação à tributação, a alíquota varia de 22,5% a 15%, como nos títulos tributados. Mas esses fundos têm a incidência de come-cotas, que corresponde a uma antecipação semestral do imposto, cobrada na forma de cotas.

5. ETFs

Apesar de a taxa Selic estar mais ligada à renda fixa, também é possível investir nela por meio da renda variável, como é o caso dos ETFs. Sigla para exchange traded funds, trata-se dos fundos de índice.

Esses veículos financeiros visam replicar a carteira teórica de um indicador de referência. A intenção é obter um desempenho equivalente à performance do fundo, por meio de uma gestão passiva.

Nessa alternativa, portanto, o gestor faz menos movimentações, já que ele busca replicar a carteira teórica do índice escolhido. No caso de um ETF voltado à Selic, ele pode investir nos títulos pós-fixados que compõem a carteira do indicador.

É preciso considerar que as cotas do ETF são negociadas na bolsa de valores brasileira (B3). Isso faz com que os ativos estejam mais expostos ao risco de mercado, que se baseia na lei da oferta e da procura.

Assim, não há garantia de retorno, ao contrário do que acontece quando você investe diretamente em um título público, por exemplo.

Já a tributação depende dos títulos que compõem a carteira. Se as aplicações tiverem duração média superior a 720 dias, a alíquota incidente de IR é de 15% sobre o ganho de capital obtido com a venda das cotas.

Como escolher entre as alternativas para investir na Selic?

Até aqui, você percebeu que há mais de uma forma de investir usando a Selic como referência, certo? Porém, podem surgir dúvidas sobre como escolher a alternativa mais adequada. Nesse caso, você deve começar considerando o seu perfil de investidor.

Afinal, o seu nível de tolerância ao risco ajuda a definir como deve ser a composição da sua carteira e quais oportunidades estão mais alinhadas com a sua estratégia. Em geral, as aplicações de renda fixa trazem menos riscos que os ETFs, por exemplo.

Isso porque mesmo que eles estejam ligados a índices de renda fixa, há exposição à lei de oferta e demanda, que pode afetar a precificação das cotas.

Você também deve ponderar os seus objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo. Se a intenção for investir na sua reserva de emergência, por exemplo, é preciso buscar alternativas mais seguras e com liquidez diária.

Se você quiser melhorar o potencial de ganhos, vale considerar investir por períodos maiores, que ajudem a pagar menos impostos, se aplicável. A decisão, portanto, depende de como você planeja destinar os recursos.

Ainda, vale a pena diversificar a carteira. Desse modo, você não precisa se prender a apenas uma alternativa de investimento atrelada à Selic, explorando o potencial de diferentes ativos e condições do mercado.

Neste artigo, você conferiu 5 opções que indicam como você pode investir com base na Selic. Dependendo das suas características e da sua estratégia, é possível determinar quais oportunidades devem compor a sua carteira.

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