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Gestão de portfólio: como gerir e otimizar o desempenho da sua carteira?

14 de fevereiro de 2024
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 10 min
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No campo das finanças, a gestão de um portfólio de investimentos é uma habilidade essencial para quem deseja ter sucesso no mercado. É preciso ter em mente que mesmo aplicações de renda fixa, tidas como as mais seguras, contam com riscos — ainda que menores.

Nesse contexto, saber como gerir a sua carteira pode contribuir para diminuir os riscos existentes nos investimentos e, ao mesmo tempo, aprimorar seus resultados. Além disso, você consegue aproveitar melhor as variações do mercado e as novas possibilidades que surgem.

Quer aprender a fazer uma boa gestão de portfólio de investimentos? Confira neste artigo como gerir a sua carteira e otimizar seu desempenho!

O que é um portfólio de investimentos?

Um portfólio de investimentos pode ser conceituado como um conjunto de aplicações, ativos e derivativos financeiros que uma pessoa física ou jurídica possui. Ele também costuma ser chamado de carteira de investimentos.

A composição de um portfólio depende das escolhas tomadas pelo investidor. Por exemplo, ele pode conter:

  • ações;
  • títulos de renda fixa;
  • fundos de investimentos;
  • moedas;
  • commodities;
  •  entre outros.

Cada ativo disponível no mercado atende a um perfil de risco e oferece um retorno diferente. Logo, cabe ao investidor montar sua carteira com os investimentos que mais se encaixam no seu perfil e objetivos financeiros.

E a gestão de portfólio, o que é?

Após compreender o conceito de portfólio de investimentos, é pertinente explorar como se dá sua gestão. Conceitualmente, trata-se de um processo estratégico no qual os investidores selecionam e monitoram seus ativos financeiros e os resultados apresentados.

Com base nesse acompanhamento contínuo, é possível orientar as suas decisões no mercado. Afinal, você poderá verificar quais são os ativos que estão apresentando os resultados desejados e aqueles que precisam ser substituídos.

Um dos principais objetivos dessa abordagem envolve otimizar o retorno obtido e mitigar riscos conforme suas preferências e expectativas. Nesse sentido, diferentes técnicas de gestão podem ser utilizadas para você alcançar seus sonhos e metas financeiras.

Como funciona a gestão de portfólio?

Entendido o que é a gestão de portfólio, vale saber que seu funcionamento dependerá da estratégia utilizada. Apesar de existirem múltiplas formas de gerir uma carteira de investimentos, existem duas que se destacam no mercado: a gestão ativa e a passiva.

Confira cada uma delas!

Gestão ativa

Na gestão ativa, os investidores buscam oportunidades capazes de ultrapassar o retorno médio do mercado. Esse processo demanda analisar tendências, pesquisar as condições do mercado e tomar decisões que podem envolver a compra e venda de ativos.

Por exemplo, imagine que o investidor queira montar um portfólio com o objetivo de superar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) — o medidor oficial da inflação no Brasil. Para isso, ele precisará de alternativas que ofereçam uma rentabilidade maior que o indicador.

Suponha que ele invista em um CDB (certificado de depósito bancário) prefixado que pague 7,5% ao ano e um título do Tesouro Selic. Na sequência, considere que a Selic (taxa básica de juros) esteja em 10% ao ano e o IPCA tenha ficado em 4,5% no primeiro ano de investimento.

Nesse cenário, o investidor atingirá o seu objetivo, já que ambas as alternativas entregarão um resultado acima da inflação. Por outro lado, imagine que, no segundo ano de aplicação, a Selic caia para 2% ao ano e a inflação encerre em 12% no período.

Com a mudança do panorama econômico, os resultados das duas aplicações realizadas serão menores que o IPCA. Ou seja, o objetivo do investidor não será atendido com os produtos financeiros em sua carteira.

Sabendo dessa informação, caberá a ele verificar se é o caso e o momento apropriado para substituir algum desses investimentos ou ambos. Além disso, será preciso avaliar o cenário e ver se existem alternativas capazes de entregar resultados acima da inflação.

Esse também poderá ser o momento apropriado para avaliar o uso de outras estratégias. Portanto, quem adota a gestão ativa costuma procurar constantemente aplicações, ativos ou derivativos que possam trazer vantagens, benefícios e oportunidades para superar um benchmark.

Gestão passiva

Por sua vez, na gestão passiva acontece o oposto. Ou seja, quem usa essa abordagem busca obter um resultado próximo a um índice de referência, sem a necessidade de superá-lo. Nesse caso, o investidor parte da ideia de que o mercado é eficiente, sendo difícil exceder o seu desempenho médio.

Vale dizer que isso não significa que seja impossível superar um indicador de mercado, mas que a tarefa é bastante custosa e arriscada. Logo, quem adota a gestão passiva costuma montar um portfólio semelhante ao da carteira teórica do benchmark escolhido.

Por exemplo, imagine que um investidor queira obter resultados parecidos com os apresentados pelo Ibovespa. O índice é composto pelas ações de maior representatividade da B3 (a bolsa de valores brasileira).

Logo, para conseguir atingir o objetivo, será preciso alocar o capital nas mesmas ações que compõem o Ibovespa. Nesse caso, uma forma prática seria investir por meio de ETFs (fundos de índice) ligados ao Ibovespa.

Os ETFs são fundos de investimentos que visam espelhar os resultados de um índice de referência por meio de uma gestão passiva. Também há fundos que replicam indicadores de mercado como a Selic, o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e o IPCA de modo passivo.

Ademais, esses índices podem ser acompanhados dessa maneira por meio de investimentos indexados a eles. É o caso de um CDB ou uma debênture que renda 100% do CDI, por exemplo, que acompanham integralmente as variações do benchmark.

De todo modo, cada forma de gestão tem seus prós e contras. Muitos investidores e gestores de fundos combinam as duas estratégias para ter um portfólio balanceado e adequado aos seus interesses e objetivos.

Por que é importante fazer a gestão da carteira?

Após aprender como funciona a gestão de portfólio, é válido reconhecer a importância desse processo para o sucesso e a eficácia dos investimentos. Como você viu, a técnica é utilizada para criar e manter um planejamento personalizado.

Por meio dela, é possível adaptar as suas estratégias e manter o constante alinhamento com suas metas financeiras. Afinal, é preciso considerar que o mercado costuma passar por diferentes ciclos, que interferem nos resultados dos investimentos.

Ao permanecer vigilante e atento, o investidor pode ajustar sua alocação de ativos conforme as condições do mercado. Essa abordagem estratégica permite lidar de maneira mais eficaz com as oportunidades e eventuais ameaças ao portfólio.

Assim, é possível suavizar os impactos negativos e promover a ampliação das oportunidades. Logo, a gestão de portfólio tende a se revelar como uma estratégia sólida para conquistar retornos positivos — especialmente no longo prazo.

Como gerir o portfólio e otimizar o desempenho dos investimentos?

Agora que você já tem informações relevantes sobre a gestão de portfólio, falta aprender como colocá-la em prática e otimizar o desempenho dos investimentos.

Confira algumas dicas que podem ser úteis nesse sentido!

Ajuste a carteira conforme seu perfil e objetivos financeiros

Um dos primeiros passos para desenvolver uma boa gestão de portfólio é ajustar a sua carteira conforme o perfil de investidor e as metas financeiras. Cada pessoa tem um apetite aos riscos diferenciado e, portanto, é necessário respeitar esse fator na hora de investir.

É importante mencionar que, ao longo do tempo, o seu perfil pode mudar. Dessa forma, antes de tomar uma decisão de investimento, é pertinente avaliar a sua tolerância aos riscos, fazendo e repetindo o teste de suitability, disponibilizado por sua corretora.

Além disso, desenvolver metas claras e personalizadas ajuda você a escolher as alternativas mais apropriadas para atingi-las. Por exemplo, quem pretende montar uma carteira com foco em renda passiva costuma considerar investimentos que paguem juros semestrais ou dividendos.

Já o interessado em acumular capital suficiente para custear a sua aposentadoria com retiradas periódicas, poderá investir em diversas alternativas pensando no longo prazo. Aqui, o foco costuma ser aproveitar o efeito dos juros compostos e da economia real.

Portanto, não deixe de traçar metas financeiras em diferentes prazos (curto, médio e longo), além de escolher as alternativas mais adequadas para cada um deles.

Utilize estratégias de investimentos eficazes

Dificilmente será possível gerir a sua carteira de maneira eficiente sem usar estratégias de investimentos eficazes. Desse modo, vale procurar técnicas que atendam às suas necessidades e façam sentido para você.

Uma estratégia bastante conhecida e utilizada no mercado é a diversificação. O seu objetivo é evitar a concentração excessiva em um único ativo, classe ou setor, visando diluir os riscos entre os investimentos escolhidos e aumentar o potencial de resultados.

No entanto, isso não significa que se deva escolher os ativos de forma aleatória. Pelo contrário, é preciso selecionar investimentos que apresentem comportamentos distintos, mesmo em situações semelhantes do mercado — como ativos descorrelacionados ou com correlação negativa.

Para explorar esses fatores, é necessário analisar o funcionamento e as características de cada investimento. Por exemplo, uma correlação negativa conhecida se dá entre o ouro e o dólar norte-americano.

Isso porque, quando o dólar desvaloriza, é comum a migração dos recursos de investimentos dolarizados para alternativas ligadas ao ouro, e vice-versa. Logo, possuir ambos em carteira é uma forma de anular eventuais perdas de um com os ganhos no outro.

Monitore o portfólio periodicamente

Outra forma de melhorar a gestão do portfólio e otimizar o desempenho dos investimentos é realizar um acompanhamento periódico da sua carteira. Essa prática permite verificar o comportamento dos ativos, identificar padrões e readequar a estratégia inicial.

Essa flexibilidade é fundamental para que um portfólio entregue bons resultados ao longo do tempo. Seja diante de alterações nas taxas de juros, mudanças regulatórias ou eventos globais, a capacidade de se adaptar à estratégia de investimento se torna um recurso bastante valioso.

Em razão desse monitoramento constante, existe a possibilidade de antecipar cenários e identificar oportunidades emergentes ou potenciais ameaças. Com isso, fica mais fácil tomar decisões estratégicas, aproveitando a situação e as mudanças das condições de mercado.

Deixar de adotar esse hábito pode fazer com que a sua carteira fique defasada, já que os rendimentos obtidos inicialmente podem não se repetir ao longo do tempo. Portanto, defina um prazo que você entenda ser razoável para reavaliar o portfólio e as estratégias utilizadas.

Mantenha disciplina e paciência

Para gerir bem um portfólio de investimentos, é preciso desenvolver disciplina e paciência. A disciplina ajuda a evitar decisões impulsivas, baseadas em emoções ou em mudanças rápidas do mercado financeiro.

Já a paciência ajuda a manter o foco nos objetivos, sem se deixar influenciar por flutuações esporádicas e períodos de incertezas. Assim, você terá mais facilidade em seguir as estratégias de investimentos pré-definidas, sem se desviar do plano.

Em última análise, manter a disciplina e a paciência na gestão do portfólio fortalece a sua resiliência diante das variações do mercado. Além disso, a prática contribui para a construção de uma abordagem sustentável e focada nos resultados desejados.

Conte com o apoio de uma assessoria de investimentos

Se você quer aumentar ainda mais as chances de fazer uma boa gestão da sua carteira, vale contar com a orientação de quem entende do assunto. A dica nesse sentido é buscar o suporte de uma assessoria de investimentos — a exemplo da fornecida pela Guide.

Ela conta com uma equipe de profissionais qualificados e com grande experiência no mercado financeiro. Seus assessores podem apresentar as alternativas que se encaixem no seu perfil de investidor e objetivos financeiros.

Esses profissionais também são capacitados para responder dúvidas e trazer conhecimentos capazes de contribuir na sua jornada de investidor. A assessoria também pode direcioná-lo para serviços de gestão de carteira, que podem trazer mais praticidade para a rotina.

Por fim, ao abrir a sua conta na Guide, você tem acesso gratuito a um suporte diferenciado e adequado às suas necessidades — seja na hora de investir ou gerir seu portfólio.

Como você viu até aqui, a gestão de portfólio é uma ferramenta essencial para lidar com um cenário financeiro em constante mudança. Ela pode ser usada para ajustar os seus investimentos e estratégias em busca de resultados mais consistentes, diminuindo os riscos.

Quer aprimorar sua gestão de portfólio com o suporte da Guide? Entre em contato com um de nossos assessores!

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