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CDB: O que é, como funciona, taxas e como investir em 2023 [Guia completo]

1 de junho de 2023
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 11 min
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O certificado de depósito bancário (CDB) é um dos principais investimentos em renda fixa disponíveis no mercado financeiro. Por esse motivo, ele costuma ser muito pesquisado pelas pessoas que estão iniciando a jornada como investidores.

Afinal, essa classe de investimentos permite a previsibilidade dos resultados, o que tende a passar mais segurança para quem investe nela. Portanto, se você busca por uma alternativa mais conservadora, vale a pena saber o que é o CDB e como investir nesse título pode se encaixar em sua estratégia de investimentos.

Ficou interessado no assunto? Então continue a leitura para aprender mais sobre essa aplicação de renda fixa e veja como investir em CDB em 2023!

O que é CDB e como funciona?

O CDB é um título emitido por instituições bancárias com objetivo de captar recursos que serão usados em suas atividades e projetos, como empréstimos e financiamentos. Ao investir nessa aplicação, você empresta dinheiro para um banco emissor em troca de uma taxa de rentabilidade.

Além disso, cada título possui um prazo de vencimento, em que ocorre o pagamento dos juros acordados somados ao capital investido. Caso o investidor queira resgatar o capital antes desse prazo, ele pode estar sujeito a perdas financeiras.

Essa possibilidade existe porque o banco só garante o pagamento dos rendimentos acordados se o investidor levar a aplicação até o final do investimento. Então se você desejar retirar o dinheiro antes do vencimento, o título pode sofrer a marcação a mercado.

Esse termo se refere ao preço de negociação das aplicações atualizado diariamente. Nesse caso, se no dia em que você decidir pelo resgate antecipado o título tiver uma precificação mais baixa, já risco de ter prejuízo.

Ademais, vale destacar que existem CDBs com prazo de carência, que é um período no qual não é possível movimentar o dinheiro.

A carência interfere diretamente na liquidez do título, que é a facilidade e a rapidez com que um investimento pode ser transformado em dinheiro disponível para uso. Nesse caso, quanto maior o prazo de carência, menor é a liquidez da aplicação.

Quais são os tipos de rentabilidade dos CDBs?

Da mesma forma que os CDBs podem apresentar vencimentos, carência e liquidez diferentes, é possível que eles utilizem modelos de remuneração distintos. Desse modo, eles podem ser classificados como prefixados, pós-fixados ou híbridos.

A seguir, conheça cada um desses títulos privados!

Prefixado

Os títulos prefixados são aqueles que oferecem uma taxa fixa de retorno, permitindo que o investidor saiba qual será o seu rendimento no período acordado. Por exemplo, quem investiu em um CDB prefixado que paga 13% ao ano, já sabe que receberá este percentual ao término do prazo da aplicação.

Pós-fixado

Um CDB pós-fixado é aquele cujo rendimento está atrelado a algum índice de referência, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Por sua vez, esse indicador é a taxa de juros praticada nos empréstimos entre bancos e costuma ter valor próximo ao da Selic, que é a taxa básica de juros brasileira.

Dessa forma, a rentabilidade pós-fixada acompanhará as variações do indicador ao longo do período. Por isso, é possível ter uma previsibilidade de ganhos, mas não há como calcular o quanto você receberá no vencimento do título de forma precisa.

Híbrido

A remuneração dos títulos híbridos é uma combinação dos modelos anteriores. Ela é constituída por uma taxa de retorno prefixada e outra pós-fixada. Em geral, esse título de renda fixa utiliza como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil.

Dessa maneira, um título híbrido pode se apresentar com a remuneração IPCA + 6%, por exemplo. Nesse sentido, vale destacar que essa rentabilidade costuma ser preferida pelos investidores que desejam preservar o poder de compra do dinheiro, pois ela sempre rende acima da inflação.

O que é um CDB com liquidez diária?

Ao buscar por CDBs, é comum se deparar com o título de liquidez diária, o que pode gerar dúvidas nos investidores. Como você viu, a liquidez se refere à facilidade e à velocidade na qual uma alternativa pode ser convertida em dinheiro.

Logo, um CDB com liquidez diária permite resgatar o dinheiro investido a qualquer momento, sem a necessidade de aguardar o vencimento do prazo contratado. Assim, a disponibilidade do capital faz com que o investidor tenha acesso aos recursos de forma rápida e flexível, o que pode ser útil em emergências ou necessidade de recursos imediatos.

É importante observar que, em geral, os CDBs com liquidez diária tendem a oferecer rentabilidades um pouco inferiores em comparação com títulos de prazos mais longos. Isso ocorre porque a liquidez imediata tem um custo para as instituições financeiras, que precisam estar preparadas para resgatar o dinheiro a qualquer momento.

Portanto, se o investidor não precisa de acesso rápido aos recursos, pode ser vantajoso considerar CDBs e outras opções de investimento com prazos mais longos. Afinal, eles podem ter rentabilidades mais atrativas.

O investimento em CDB tem cobrança de Imposto de Renda?

Uma das questões relevantes ao escolher um título para investir é saber os custos envolvidos na aplicação. Dessa forma, é possível calcular qual é o melhor custo-benefício entre os investimentos disponíveis.

Nesse sentido, o CDB e outras aplicações de renda fixa são tributados segundo a tabela regressiva do Imposto de Renda. Confira:

Aplicação de até/ entre (dias)Alíquota %
18022,5%
181 e 36020%
361 e 72017,5%
Maiores que 720 dias15%

Os CDBs também estão sujeitos à cobrança do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) durante os primeiros 30 dias da operação. Esse tributo tem alíquota regressiva, que começa em 96% e deixa de existir após o trigésimo dia. Desse modo, ele incide somente sobre os resgates realizados ao longo do primeiro mês da aplicação.

Os CDBs são seguros?

Como você aprendeu, por conta da previsibilidade de ganhos da renda fixa, os CDBs transmitem proteção ao investidor. Contudo, não é somente por conta dessa característica que eles são considerados seguros.

Na prática, os CDBs contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura o pagamento do dinheiro investido mais o rendimento, caso o banco emissor decrete falência. Nessa situação, a garantia é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição financeira.

Com essa proteção, o investidor pode ser restituído em casos de quebra de mais de uma instituição financeira. Contudo, o teto máximo global é de R$ 1 milhão, sendo renovado a cada 4 anos.

Quais as diferenças entre o CDB e outras aplicações?

Ao conhecer mais sobre CDBs, é comum que os investidores iniciantes tenham dúvidas sobre eles e outras aplicações de renda fixa. Por essa razão, é interessante saber quais são as diferenças entre os títulos para fazer escolhas mais acertadas.

A seguir, confira a comparação entre o certificado de depósito bancário e demais aplicações!

CDB x poupança

A caderneta de poupança é considerada a aplicação mais popular no Brasil. Diferentemente do CDB, ela é isenta de Imposto de Renda e seu desempenho é baseado na Selic, acrescido da Taxa Referencial (TR).

Em maio de 2023, a regra em vigor era a seguinte: quando a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a poupança rende 70% dela mais a Taxa Referencial. Por outro lado, quando a Selic for superior a 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial.

Outra diferença da poupança em relação ao CDB é que o seu rendimento é pago somente depois de um mês, ou seja, no aniversário do depósito. Já o CDB possui rentabilidade diária, o que significa que saques feitos antes dos 30 dias já podem contar com juros.

CDB x LCI e LCA

As letras de crédito imobiliário (LCIs) e as letras de crédito do agronegócio (LCAs) são títulos que, como a poupança, contam com a isenção fiscal para pessoa física. Isso acontece como forma de incentivo do Governo, já que essas aplicações ajudam a fomentar esses setores essenciais para o desenvolvimento do país.

Além disso, esses títulos costumam apresentar um nível de liquidez mais baixo quando comparados aos CDBs que podem ser negociados com liquidez diária.

Na prática, as LCIs e LCAs podem permitir o resgate parcial ou antecipado. No entanto, todas precisam respeitar o prazo de carência estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 90 dias. Já nos CDBs, esse período não é obrigatório e fica a critério da instituição emissora.

CDB x títulos públicos

Os títulos públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional e disponibilizados ao público geral na plataforma do Tesouro Direto. Eles são classificados conforme o tipo de remuneração e se dividem em Tesouro Selic, Tesouro Prefixado, Tesouro IPCA e Tesouro RendA+.

A principal diferença entre essas aplicações e o CDB está na instituição emissora, que no caso dos títulos públicos é o Governo Federal. Contudo, ambos são considerados investimentos seguros e contam com garantias distintas.

Os títulos públicos são assegurados pelo Tesouro Nacional, então contam com o chamado risco soberano. O CDB, por ser um título privado, conta com a proteção do FGC, como você viu.

Vale a pena investir em CDB?

Com tantos investimentos disponíveis, uma dúvida comum é se vale a pena investir em CDB. Para começar, esse título pode ser atraente para muitos investidores, especialmente aqueles que visam segurança antes de rentabilidade.

Outra vantagem dos CDBs é a sua liquidez, já que existem títulos com opção de resgate a qualquer momento, permitindo acesso rápido aos recursos investidos. Além disso, a rentabilidade dessas aplicações costuma ser melhor, especialmente quando comparada à da poupança.

Esse aspecto tende a proporcionar um retorno interessante ao investidor, principalmente em cenários de taxas de juros mais elevadas.

No entanto, como qualquer investimento, os CDBs também apresentam riscos. O principal risco é o de crédito, ou seja, a possibilidade de perda do capital investido caso o banco emissor enfrente problemas financeiros. Contudo, a cobertura do FGC contribui para mitigar essa insegurança.

Outro fator a se considerar é a possibilidade de baixa rentabilidade em períodos de juros baixos. Por isso, é preciso comparar os rendimentos oferecidos pelas aplicações antes de investir.

Como investir em CDB em 2023?

Após saber mais sobre os CDBs, você pode ter interesse em investir nesses títulos, mas é importante entender como fazer esse investimento.

Veja o que é necessário para começar a investir em CDB!

Descobrir seu perfil de investidor

O perfil de investidor funciona como um guia para as escolhas no mercado financeiro, pois traduz o seu grau de tolerância aos riscos. Veja as características de cada um deles:

  • conservador: prefere segurança, mesmo que os rendimentos sejam menores;
  • moderado: consegue incluir investimentos com maiores riscos em sua carteira;
  • arrojado: corre riscos calculados, visando maiores rentabilidades.

Como você viu, os CDBs são investimentos mais seguros, por isso costumam ser procurados por investidores conservadores. Contudo, eles podem ser escolhidos por qualquer perfil, já que ele ajuda a atender a diferentes objetivos financeiros e pode equilibrar riscos na carteira.

Definir seus objetivos financeiros

Os objetivos financeiros são metas específicas relacionadas à acumulação de patrimônio, segurança, planejamento para o futuro e realização de sonhos pessoais. Assim, eles podem incluir reserva de emergência, aposentadoria, compra de imóveis, educação, viagens, projetos pessoais e quitação de dívidas.

No caso dos CDBs, eles tendem a se encaixar em objetivos nos quais a segurança é primordial, como aqueles com prazos menores. Além disso, os títulos com liquidez diária podem ser interessantes para a reserva de emergência.

Abrir uma conta em uma corretora de investimentos

Por meio das corretoras de valores, como a Guide, você pode ter acesso a títulos de diversos bancos, encontrando rentabilidades e condições variadas. Portanto, avalie as opções disponíveis e opte pela mais alinhada às suas expectativas.

Nesse processo de escolha, considere os custos operacionais, como taxa de custódia e corretagem, além do atendimento e a usabilidade da plataforma oferecida.

Aplicar no CDB

Com a conta ativa e o perfil de investidor definido, analise os CDBs disponibilizados na plataforma e opte por aquele que melhor atende às necessidades da sua carteira de investimentos. Vale lembrar de que, ao investir, é preciso avaliar não só a taxa de juros oferecida.

Também é necessário analisar uma série de fatores relevantes, como o prazo de resgate, grau de risco da instituição emissora, aporte mínimo, liquidez, entre outros. Desse modo, você conseguirá fazer escolhas mais acertadas.

Neste post, você descobriu o que é o certificado de depósito bancário, como ele funciona e como investir em CDB. Agora, você pode utilizar esses conhecimentos para entender se esse título se encaixa em sua estratégia de investimentos.

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