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Mercados por TradingView

Operações estruturadas: o que são e como funcionam?

1 de fevereiro de 2024
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 5 min
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Muitos investidores do mercado financeiro procuram formas de aprimorar seu desempenho, sem que isso necessariamente envolva a elevação dos riscos. Se você tem esse interesse, explorar as possibilidades com operações estruturadas pode ser vantajoso.

Elas permitem que você alcance seus objetivos financeiros sem depender do retorno de apenas um investimento. Isso porque você pode montar uma estrutura capaz de entregar o resultado desejado a partir do desempenho de múltiplos ativos e derivativos que a compõem.

Caso você não saiba o que são operações estruturadas e como elas funcionam, aprenda mais sobre esse conceito com a leitura deste artigo.

Aproveite!

O que são operações estruturadas?

As operações estruturadas são fundamentadas na ideia de criar uma estrutura com ativos e derivativos disponíveis no mercado financeiro. Em termos práticos, ela é formada por duas ou mais alternativas, resultando em uma operação única e diferenciada.

A singularidade das operações estruturadas reside na interdependência entre os ativos e derivativos escolhidos. Ou seja, a seleção das alternativas que compõem cada estrutura não é feita de maneira aleatória ou sem nenhum critério.

Pelo contrário, buscam-se oportunidades que possam alcançar um objetivo ou resultado específico. Logo, o investidor deixa de depender do desempenho individual de cada ativo ou derivativo e passa a contar com a dinâmica da estrutura montada.

Isso proporciona a capacidade de compor estruturas estratégicas, buscando por resultados que possam proteger ou impulsionar um portfólio. Por exemplo, é possível montar uma operação que ofereça proteção contra a queda de um ativo, mas que também aproveite a valorização de outro, por exemplo.

Como essa estratégia funciona?

Após aprender o conceito e a proposta trazida pelas operações estruturadas, é válido conferir como a estratégia funciona. Como você viu, essas operações são feitas a partir da combinação de diferentes tipos de ativos e derivativos, conforme as preferências e as metas de cada investidor.

Essas associações são bastante versáteis, podendo contemplar diferentes tipos de alternativas encontradas no mercado financeiro. Entre eles estão:

  • ações;
  • fundos imobiliários (FIIs);
  • fundos de índice (ETFs);
  • contratos futuros;
  • opções;

Vale saber que o investidor tem a liberdade de criar a estrutura desejada. Por exemplo, é possível comprar uma ação que você acredita que valorizará no longo prazo e, por outro lado, vender o papel de outra empresa que possa desvalorizar nas próximas semanas — como é o caso de uma operação long and short.

O seu lucro operacional será a diferença dos resultados de cada operação. Outra possibilidade é usar derivativos, como opções, para proteger as ações presentes na sua carteira contra as oscilações indesejadas do mercado.

Entretanto, essa abordagem demandará um conhecimento maior de mercado por parte do interessado. Isso para que ele não cometa equívocos ou monte uma estrutura que não possa entregar o resultado desejado.

Quais as principais operações estruturadas existentes?

Agora que você sabe o conceito e o funcionamento das operações estruturadas, pode surgir a dúvida sobre quais são as principais existentes. Diante da versatilidade desse tipo de operação, existem múltiplas possibilidades no mercado.

As estruturas mais comuns envolvem o mercado de opções, demandando um conhecimento aprofundado sobre esses derivativos. Em geral, as opções são contratos em que se negocia o direito de comprar ou vender um ativo-objeto por um certo preço em uma data futura.

Quem adquire esse direito, também chamado de tomador, tem a possibilidade de exercê-lo na data pré-determinada. Já quem o vendeu, conhecido como lançador, deve cumprir as condições combinadas se ele for exercido.

Diante dessa dinâmica, existe a possibilidade de comprar e vender opções e montar estruturas com os mais diversos objetivos. Existem diversas estratégias com esses derivativos, por exemplo:

  • financiamento (lançamento coberto);
  • trava de alta;
  • trava de baixa;
  • condor;
  • collar;
  • straddle;
  • entre outras.

Entretanto, é válido destacar que nem todas as estruturas contam com a presença das opções. Afinal, essas operações podem contemplar apenas ações, como em estratégias de long and short, ou ativos e contratos futuros e opções.

Qual a relação entre COE e as operações estruturadas?

O COE (certificado de operações estruturadas) é um produto financeiro emitido pelas corretoras de valores. Embora ele também conte com estruturas específicas, elas são montadas por uma equipe de profissionais do mercado.

A corretora fica responsável por definir as estratégias, prazos, riscos e o retorno buscado. Ou seja, o investidor não tem a possibilidade de participar da montagem das estruturas. Além disso, a rentabilidade dessas alternativas podem estar atreladas ao desempenho de um indicador de mercado.

Logo, os COEs não trazem a mesma flexibilidade que o investidor tem com as operações estruturadas. Eles costumam ser usados por pessoas que desejam aumentar o nível de diversificação da carteira com estruturas já prontas.

Quais as vantagens e desvantagens das operações estruturadas?

O funcionamento das operações estruturadas proporciona benefícios relevantes. Um deles é a possibilidade de criar oportunidades variadas de explorar as vantagens e características de cada ativo ou derivativo utilizado.

Nesse contexto, as operações estruturadas oferecem a oportunidade de você lucrar mesmo em cenários de instabilidade ou queda no mercado. Embora existam benefícios associados, também existem desvantagens.

Entre elas, vale destacar o risco. Nem sempre a estrutura trará os resultados desejados. É preciso ter em mente que o mercado pode mudar repentinamente e impactar o risco e o retorno das operações realizadas.

Dependendo da estrutura montada e dos movimentos do mercado, você pode ter perdas. Por exemplo, imagine que você monte uma estrutura visando fazer hedge cambial, aproveitando a correlação negativa que costuma existir entre a B3 (a bolsa de valores brasileira) e o dólar.

Agora, considere que, devido a um evento inesperado, ambos apresentem fortes quedas. Nessa hipótese, as suas perdas poderão ser potencializadas.

Portanto, no momento de montar uma operação estruturada, é interessante balancear os ganhos esperados com os riscos envolvidos — e a relação entre os ativos e derivativos utilizados — para conseguir proteger seu capital.

Outra desvantagem está relacionada à liquidez. Afinal, as operações estruturadas costumam ser montadas visando um determinado prazo, e pode ser difícil encerrar a operação antes do período determinado sem perdas. Essa é uma dificuldade que também aparece nos COEs.

Conclusão

Este artigo mostrou o que são e como funcionam as operações estruturadas. Caso elas façam sentido para seu perfil de investidor e objetivos financeiros, você poderá adotar a estratégia para explorar novas oportunidades e potencializar os retornos do seu portfólio, bem como aumentar a proteção da sua carteira. Ficou interessado em conhecer melhor as operações estruturadas? Entre em contato conosco e fale com a nossa equipe!

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